Ao invés de escrever um comentário sobre o último texto e dar minha opinião, resolvi escrever um texto novo. É o que na internet se conhece por "RE" diminutivo para reply. E se você realmente não sabia disso, provavelmente também não entendeu a piadinha do Cléber Machado, o que é muito triste.
Enfim, este assunto (a pirataria) é muito delicado e eu o trato da seguinte forma: Dadas as taxas elevadas para - o que eu vou chamar de - "consumo cultural" (ingresso de cinema e cd's, por exemplo) corre-se um risco muito grande de ver seu dinheiro indo pro lixo com algo que você talvez não se satisfaça. O que o consumidor quer é consumir um produto bom e evitar "investimentos de risco".
Há uma lista que roda por aí que compara os top 10 filmes pirateados com os top 10 sucessos de bilheterias. Tirando um ou dois blockbuster-estoura-boca-do-balão-filme-de-herói-dos-quadrinhos, a lista é completamente diferente uma da outra. Os filmes vistos em salas de cinema são em sua maioria filmes que passam do julgamento "bom ou ruim" pois tem um número assíduo de fãs. Estes mesmos fãs, inclusive, são os que mais procuram o material na internet para matar a curiosidade. Ao mesmo tempo eles promovem a pirataria e ajudam na arrecadação.
Outra razão para a diferença entre as listas é o fato de o próprio estúdio investir pesado em títulos de retorno garantido. Acabam sem fazer grandes propagandas virais de outros títulos. Isso afeta a arrecadação de bilheteria no mercado interno (EUA). Sem arrecadação o filme não consegue abertura em mercados estrangeiros com as distribuidoras, o público fica sem filme, o público apela para a pirataria. O caminho da pirataria é sempre esse.
O mesmo acontece com a música. Eu realmente acredito na idéia de que uma pessoa compra um produto original bom porque reconhece em algum ponto sua qualidade. O PirateBay é uma casualidade da guerra. Depois será o Mininova e o Isohunt, e por fim, o próprio Google. Eles não são cúmplices, de uma certa forma, ao fornecer resultados de pesquisa de torrents? Facilitadores do crime?
E aí está o ponto de partida do desenho no outro post. E eu termino com um também:

2 comentários:
Outra possibilidade é o Cléber Machado dizer "isso pode ser um post... ou talvez não".
Cara, o fato é que esse barato de direitos autorais vs. internet é uma treta complexa demais para ser discutida sem um copo de cerveja na mão. Eu mesmo tive que cortar algumas partes para não transformar o texto em um TCC. Sorte que os quadrinhos estão aí para nos ajudar.
Oi Igor, realmente os direitos autorais estão sendo colocados em cheque. De um lado o interesse das detentoras do direito (que muitas vezes não é o proprio artista) e de outro o acesso a cultura.
Agora me diz outra forma de se acessar cultura do exterior quando o preço de um CD de música pode chegar a 1/5 do salário mínimo nacional?
Outra coisa que o "try before buy" favorece, em minha opinião, é a frequência a shows. É muito mais fácil eu ir ouvir algo que já baixei pela internet e gostei do que cair de paraquedas no show por que li uma resenha na Folha.
A discussão é longa, a luta também, mas em alum momento o justo meio-termo será alcançado...
Abraço!
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