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10 de fevereiro de 2011

Muito para o Twitter 3

Só para não dizer que esse blog está largado às moscas, segue um post com comentários sobre as últimas notícias:

- Rumores de uma continuação de O Grande Lebowski:
Sempre que ouço que vai rolar a continuação de algum filme, ainda mais após anos do lançamento do original, meu primeiro instinto é achar isso uma bosta. Só que quase sempre eu quebro a cara e acabo achando a continuação legal, como aconteceu com Tropa de Elite. Então, se rolar mesmo esse Grande Lebowski 2, vou assistir e ver qualé que é, embora, a priori, ainda continue achando essa ideia uma bosta. (Aparentemente, os irmãos Cohen também não estão a fim de desenterrar “The Dude”. Depois que a Tara Reid anunciou que haveria uma continuação, perguntaram se eles trabalhariam no filme e Ethan respondeu: “Bem, nós não, mas assistiremos assim que ele sair”. “Especialmente se Tara estiver nele”, Joel completou. Depois, Tara voltou atrás e disse que tudo não passou de um mal entendido, mas a ideia já está no ar.)
 
- Novo CD do The Strokes:
Ouvi “Under Cover of Darkness”, novo single do The Strokes, e achei bem legal, parece ter saído do Room on Fire, o que já é um alívio, pois para mim é o melhor álbum deles. Se as outras músicas tiverem uma pegada parecida com essa (acredito que não, mas enfim...), será um bom retorno desde o último disco, First Impression of Earth, de 2006, que é um lixo. Mas também não tem porque alimentar muita expectativa, principalmente quandos os próprios caras dizem que ainda estão brigados e que a grana falou alto na hora de gravar o álbum. Mas só em março vamos ver o que eles querem da vida.

- Fim do White Stripes:
Taí uma banda que nunca fui muito fã. Mas foda-se, já era, acabou. Próximo tópico.
 
- Oscar:
Novamente não assisti a um terço dos filmes que concorrerão ao Oscar. Mas, na real, nem precisaria já que tudo é muito óbvio no prêmio da Academia. Exceto se Banksy ganhar com Exit Through the Gift Shop. Aí, meu amigo, prepare-se para testemunhar a história sendo feita. O mínimo que ele faria seria não ir receber o prêmio por motivos lógicos de ocultação de identidade. Mas para quem já aprontou tanto contra o establishment, zoar com o Oscar é como roubar doce de criança.

28 de dezembro de 2009

Mapa astral

2009 foi o ano da morte do Michael Jackson, do Patrick Swayze e do Lombardi, da posse de Barack Obama, da gripe suína, dos escândalos no Senado, do mensalão do DEM, do fracasso da COP-15, da escolha do Rio como sede das Olimpíadas e de uma porrada de outras coisas que passaram reto pelo BcF. Mas nem tudo foi desinformação e inutilidade, pois em 25 textos (um recorde pessoal) tratamos de coisas bem interessantes (ou tentativas de) ao longo do ano.

Como estamos no Brasil, 2009 começou, no blog, só em fevereiro. E começou nervoso, com uma peleja insana envolvendo a divisão de ingressos entre times do Paulistinha. Opiniões parciais e argumentos enviesados esquentaram o pseudo-debate, como numa boa mesa redonda da televisão. Logo em seguida, rolou um texto que colocou no mesmo ringue Marcelo Camelo e Little Joy, mas que acabou em empate técnico graças ao meu relativismo cultural pós-kantiano.

Em março, em tom solene e piegas, saiu do forno uma homenagem tardia aos quatro anos de morte de Hunter Thompson – pessoa que é uma espécie de guru deste blog – com direito a considerações do jornalista André Pugliesi nos comentários. Falando no figura, surgiu depois a resenha de uma partida qualquer do Paulistinha que não valia nada e que ficou muito pior que as narrações empolgantes e acuradas do Jornalista de Merda. Em seguida, uma análise inicial sobre a temporada de F-1 apontou, com o dedo em riste, que essa história de nova F-1 que anunciam todo ano não passa de pura patifaria. Essa opinião seria complementada num texto posterior.

Em abril, foi postada uma crônica sobre o ócio que teve como ponto alto a citação de um livro de Lourenço Mutarelli. No mesmíssimo mês, apareceu uma corajosa resenha sobre o mítico CD do Ronaldo e os Impedidos, que foi massacrado pela crítica especializada e por mim também. E emendando o assunto, largaram por aqui um texto sobre o julgamento do Pirate Bay alinhada com uma trivial crítica à indústria fonográfica, dando corda à velha história que nunca termina.

Prova disso é que, em maio, um post que não era um post serviu para complementar o papo anterior sobre as gravadoras com um desenho do tinhoso no clássico estilão "soviet way of life". E mudando totalmente de assunto, repousou-se aqui uma peça acusadora sobre a novela da saída dos times mexicanos da Taça Libertadores da América de 2009, colocando todo o carma negativo nas costas da Conmebol. E para terminar o mês, uma resenha do álbum de estreia do Fleet Foxes, mais uma dessas boas bandas que surgem por aí de vez em quando.

Depois disso, o blog entrou em recesso e só voltou em agosto, com um texto ao estilo Seinfeld, sobre o nada. E ficou por isso mesmo.

No nono mês do ano, a pauta sobre F-1 ressurgiu em uma análise de meio de temporada com direito a uma abertura no melhor estilo kafkiano de escrever: "Hoje pela manhã, estava me desfazendo da janta e lendo o jornal". Depois, uma resenha da tão alardeada remasterização do catálogo dos Beatles, cheia de especulações e falsas certezas.

Em outubro, sobrevoou por aqui um estudo sobre a nova geração das animações em 3-D, tendo como pano de fundo o filme "Up! - Altas Aventuras". Depois, no melhor estilo David Letterman, mostramos as dez razões para não acreditar em listas. E ainda sapecaram um relato emocionante sobre os medos e delírios na Oktoberfest 2009, na qual estive de corpo presente e mentalmente nem tanto.

Em novembro, uma opinião polêmica sobre jogos adventures dividiu o blog. As divergências foram levadas às últimas consequências com um texto que atravessou os confins da web 2.0: começou no Twitter, continuou no Orkut e terminou aqui, sem vencedores ou perdedores. Depois de a paz ser selada em um bar, voltamos ao ritmo normal com uma análise fria, porém sincera, sobre as causas do São Paulo não ter sido campeão brasileiro este ano.

Por fim, em dezembro, um texto que mistura filosofia de banheiro, gatos tocando piano, duas garotas e um copo e Kevin Smith. E para finalizar, mais uma resenha de álbuns, desta vez da estranhíssima Susan Boyle, que fez uns covers à la Emmerson Nogueira só que ao estilo Andrea Bocelli. E tem também esta retrospectiva que você está lendo agora.

É isso aí, moçada. 2009 já era, agora só em 2010.

28 de setembro de 2009

Reportagem in loco

Estou aqui em uma passagem rápida para avisar os (se é que ainda existem) leitores deste blog.

Nós do BcF ficamos impressionados com o castigo da natureza que o sul do país vem sofrendo. Por isso, daqui a duas semanas, vamos nos arriscar a fazer a cobertura desse acontecimento direto de Blumenau, onde coincidentemente rola a Oktoberfest. Talvez passemos por lá também...

Novas postagens a caminho.

Logo bateremos o recorde de publicar uns 10 textos no ano.

13 de agosto de 2009

Ainda estou certo*

*Originalmente publicado com o título "Know-how" no agora-falecido Epítetos Espiclondríficos.

Outro dia estava em um ônibus, voltando para casa. Era um daqueles ônibus das frotas novas da capital, cheio de degraus e desconforto. Estava com o habitual mau-humor de quem acorda aos sábados para marcar presença em aulas de faculdade. Na verdade, aquele seria o último sábado atendendo os interesses universitários, e logo naquele dia algo de extraordinário teria que acontecer, começando pelo número ameno de pessoas por m².

Já estava acomodado em um assento individual quando, passados três pontos, entram neste ônibus uma senhora e seu neto (Se não era neto é porque a dona tardou a ter filhos). Havia outras crianças no veículo, mas esta era cheia de si. Devia ter uma ideia errada sobre o que é a vida ou pior, tinha um complexo de egocentrismo exacerbado. - O leitor pode achar que minha azia em relação ao garoto é gratuita e que eu devo odiar crianças. Para ser sincero eu odeio algumas crianças, sim, mas deixe-me contar a história sobre esse infante ingênuo. – Começou quando o menino pediu para que um senhor mudasse de lugar para que ele pudesse sentar ao lado da avó (ou mãe). Conseguiu. Lá foi o senhor para o banco do meio do fundo do ônibus, abrindo espaço aos lugares da esquerda (de quem olha de frente) na simpática janelinha de fundo de ônibus, onde a mulher e o neto (ou filho) descansaram suas ancas.

“Olha, ‘tá garoando” – disse o garoto, interpretando alguns pingos d’água no chão, que não passavam de gotas provenientes da lavagem da calçada, e ignorando os estonteantes 32º que o faziam usar uma regata azul ‘mamãe acho que sou gay’. “Não, meu filho - sem dar certeza de que era realmente filho, e lembrando que avó chama neto de filho às vezes, principalmente quando quer reclamar de alguma coisa. Ex: Que dor nas costas, meu filho; Isso é muito caro, meu filho; No meu tempo, meu filho; etc. – é só o homem que lavou a calçada”.

E logo quando estávamos falando em calçada, surge – para o deleite dos fanáticos por trânsito – bem à frente do ônibus um caminhão-betoneira que carregava o concreto que seria utilizado na construção do que parece ser uma sede administrativa do HCor. “Qual o nome desse caminhão?”, perguntou inofensivo o garoto para o... senhor que havia lhe cedido o lugar. Muito pacientemente o velho responde “Um caminhão-betoneira”. A avó complementa: “Ele carrega concreto”. “E o que é concreto”, pergunta o garoto. “É o que eles usam pra fazer calçada”. “Hmmm – disse o garoto – não gosto de concreto. Vou chamar de cimento”. “Mas concreto é feito com cimento também”, alertou a dona. “Não tem problema. Vou chamar de cimento”.

Na verdade a história só vai até aí. Só quis relatar porque lembrei de um diálogo fantástico do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” que será transcrito de maneira pífia. É a história de uma baleia que ganha vida à 20km de altura da terra e está prestes a cair no chão, não na água (e não que fosse fazer muita diferença, agora que parei para pensar). “Nossa. Que sensação boa. O que é isso? Sinto pelo meu corpo todo. Não sei o que é, mas vou chamar de vento. Depois descubro o que o vento faz. Olha só. Eu consigo mexer isso aqui pra lá e pra cá. Vou chamar isso de cauda. E o que é essa coisa grande e marrom que fica crescendo cada vez mais? É muito grande! Vou chamar de chão. Será que vou ser amigo dele?” E a baleia finalmente se espatifa no chão.

Não querendo criar paralelos - mas não tendo outra saída – isso é exatamente o que vai acontecer com o garoto esnobe do ônibus. Mal sabe ele que algumas palavras como “desemprego” ou “tristeza”, quem sabe até “solidão” não mudam de sentido, indiferente do seu cimento. X³ + Y ² + Z = 77, como ele aprenderá, não é 0, indiferente do que ele quer pensar que seja em alguma prova de matemática no futuro. Nem que Kant é um filósofo, enquanto o garoto do ônibus acreditava que fosse um jogador de futebol da Holanda.

Pensando melhor, Kant tem a ver com isso. O conhecimento empírico é justamente a queda da baleia. A experiência derradeira. Passar pela vida, e ela te ensinar que você está errado. Dói.

30 de março de 2008

O(s) dia(s) em que nada aconteceu, culminando na descoberta do "se" e seus riscos.

Enfim um texto de minha autoria. Previsível o título estardalhante. Técnica empregada pelos malditos publicitários para chamar atenção e este caso não é diferente. Há razão para a tardia estréia. Preferia antes não ter escrito nada ao invés de digitar palavras vazias com o senso da obrigação nos dedos (não que o conjunto das que virão adiante não sejam dignas da tag Brainfreeze)

Praticando um exercício de negação social (à época que o açougueiro dentista me arrancou os dentes do ciso) entrei em um estado profundo de introspecção, ou talvez tenha sido a dose excessiva de xelocaína e outro quinhão de analgésicos.

Nesse ir-e-vir filosófico e com uma(s) cerveja(s) na(s) mão(s), uma vez que recomendaram a ingestão de alimentos líquidos preferencialmente gelados, refleti sobre a questão mais abrangente da existência humana: O destino!

No limite psicofísico do uso de alucinógenos nunca se soube de alguém que previsse o futuro.
Ergo o destino é impalpável, e, não se tratando de um questão de fé/religião ou ainda da partícula elemental da física quântica, inexistente.

Porém, pessoas de pensamentos positivos inabaláveis continuam crendo que sim, há destino. E aí entra o “se”, ou o “infinito”, como queira. Pois se realmente há destino, sua existência se dá apenas a partir de fatos e fatores randômicos que nos levam a ele. Posso então concluir que se alguma das variantes na equação do destino muda, conseqüentemente o destino também mudará. O problema é que o destino, por definição, não pode mudar. E imaginar que infinitas combinações de atos e ações não-premeditadas um dia gerarão algo de bom para você é complicado. É complicado porque falamos em força de vontade quando isso acontece. Destino é quando a soma dos fatores gera um resultado negativo.

Ainda estava anestesiado quando cheguei à conclusão de que destino é um termo pejorativo, e imaginei situações pejorativas pelas quais passei. Uma delas é sobre uma viagem de fim de ano 2007 que fiz com meu irmão, primos e amigos. Fatalmente desferi um golpe de facão em minha própria mão, contabilizando ao final da jornada uma bela cicatriz que rendeu quatro pontos ao meu dedo (deviam ser uns 10 mas o cara que me passou os pontos era um açougueiro médico pouco proficiente na arte de pescar/passar anzol).

O interessante dessa viagem é que, não por acaso (ou será que sim?), a princípio eu não faria parte dela. Na última hora meu irmão voltou para São Paulo, não foi viajar com seus amigos como esperava e não estávamos com vontade de ficar na cidade. Só me cortei porque estava embriagado e porque no dia em questão ficou decidido que usaríamos o forno a lenha. E a cicatriz ficou gigante justamente porque o doutor estava de plantão e tinha virado a noite no posto.
Não classificaria como destino o ocorrido. Mal emprego o termo, para ser sincero. Posso definir esses acasos pejorativos como uma série de cagadas evitáveis. Por outro lado, se não fosse assim, qual seria a graça?

28 de fevereiro de 2008

15 meses atrás...

Zapeando pelo meu login no computador da Cásper, eu encontrei um texto muito legal que fiz quando estava no segundo ano. Há (quase) exatos 15 meses, no dia 27 de novembro de 2006, eu precisava fazer uma prova substitutiva para a matéria Comunicação Comparada, na época ministrada pelo Luís Mauro, meu atual co-orientador do TCC.

Cheguei atrasado por causa do estágio, o qual completara um mês de labuta intensa, e fui até a minha sala, onde não encontrei uma alma viva por lá. Segui até a sala de Cultura Geral, onde ele costumava ficar, mas no meio do caminho trombei com o bendito. Dali mesmo, no corredor semi-vazio do 5º andar, ele me passou as instruções para a prova: um texto sobre o poder da mídia, usando exemplos reais.

Corri até o computador, esperei meia hora até ele iniciar e comecei a psicografar isso aí:


Conhecimento como verdade e poder

A imprensa de Gutemberg nasceu com uma razão de ser: compartilhar a informação, que antes era restrita aos copistas e monges na Idade Média, para o restante da população. Porém, ultimamente – do século passado pra cá – ela vem tendo um outro tipo de função para a sociedade. Hoje, a mídia dissemina a informação de uma forma rápida, instantânea ao fato, e sem analisar seu contexto, seu momento histórico ou sua história. A notícia tem sua razão de ser nela própria, sem que o conhecimento por completo seja oferecido ao leitor. E é aí que o perigo se esconde.

Jogando a informação no colo do leitor/ telespectador/ ouvinte, a manipulação de informação é mais fácil por parte da mídia. Nada impede que uma rede exponha um fato incompleto, caricaturado ou recheado de argumentos parciais para lubridiar o consumidor da informação sobre certo acontecimento.

É esse o tipo de poder que o filósofo Michel Foucault trata em seus pensamentos. Para ele, o poder não precisa ser autoritário para se estabelecer na sociedade. As inúmeras instituições que cerceiam a vida social das pessoas (família, igreja, imprensa) cada qual possui sua forma e sua intensidade de poder e de exploração do indivíduo. Além disso, o poder de uma instituição não se resume somente na força, mas também no uso do saber ou do conhecimento como arma.

Dessa forma, entende-se que a mídia detém um tipo de poder tão forte quanto a do Estado, já que tanto um quanto o outro podem entrar em conflito – culminando na derrota da democracia. Certos Estados autoritários e ditatoriais já tomaram o controle da imprensa, usando-o a seu serviço, e censurando os opositores. Durante o regime militar brasileiro, o grande porta-voz da ditadura era a Rede Globo, que tratava de omitir certos fatos para alienar a população, como no caso das Diretas Já.

Sendo fonte única e exclusiva de informação, a imprensa ganha dessa forma - atrelada ou não ao Estado - um poder maior do que lhe é verdadeiro. O conhecimento adquire um sentido único e sem contraposição, o que lhe torna autêntico sob a epistemologia de Platão, no qual só é real aquilo que se pode comprovar empiricamente. Quando existe uma unilateralidade por parte da imprensa – uma espécie de discurso comum – a informação adquire uma função de verdade absoluta, quase um dogma, que é difícil de ser desmentido.

Nos tempos de Vargas do pós Estado Novo e do pós-DIP, a imprensa gritava em uníssono contra seu governo democraticamente eleito, tendo somente o diário A Última Hora como apoiador do presidente. Mas o estopim foi o atentado contra o jornalista opositor Carlos Lacerda, alardeado pelos jornais como de autoria de Getúlio. A pressão contra ele foi tão grande que Getúlio se suicidou e, consequentemente, saiu do poder.

Fatos semelhantes ocorreram em 1964 e em 1992. Nos anos 60, a deposição de Jânio Quadros e João Goulart teve total aval da imprensa da época que, mais tarde, foi calada pela ditadura. Em 1992, com o escândalo envolvendo seu governo, Collor foi massacrado pela imprensa, o que foi um passo importante para o impeachment do ex-governador de Alagoas. Portanto, está mais do que comprovado a mídia tem o incrível poder de derrubar presidentes – e eleger, quando lhe convém.

Nota do ombudsman: Eu do passado, só duas coisas. Primeiro, dava para colocar muito mais exemplos da Rede Globo, como aquele caso da manipulação do resultado para governador do Rio, em 1982. E depois, esse finalzinho é bastante dispensável, além de errôneo.

PS: Esse post me lembrou essa tirinha do Calvin & Haroldo.

10 de janeiro de 2008

Diálogos memoráveis



Presidente Thomas 'Tug' Benson: Este é o nosso alvo.
Assessor: Esse é o Minnesota, senhor.
Presidente Benson: Droga, cara, essa é a parte genial do meu plano. Por que nós vamos até lá para lutar? Nós podemos fazer tudo aqui em casa, e ainda poderemos pescar.
Assessor: Mas, senhor, o inimigo está lá.
Presidente Benson: Então, mande-os para cá. E suas famílias também. Nós podemos ensiná-los a esquiar... Será que eu tenho que pensar em tudo?

Tirada do filme Top Gung 2 (Hot Shots! Part Deux, 1993) em uma tradução livre


22 de dezembro de 2007

Universo alternativo

Sábado, 22 de dezembro de 2007, 11h da manhã. Na Band, passa a reprise da final de futebol dos Jogos da Cidade de São Paulo: uma disputa entre o Xavantes FC contra o Veneza Independente.

Mais alternativo que isso impossível.

Com destaque para os jogadores Cabecinha e Maloca, independente da habilidade futebolística e do time que jogam.

Comentário: isso corrobora a tese de que o fim de ano é uma época de surgimento de buracos-negros na televisão brasileira.

Update:
Romário está fazendo escola. Batata, jogador e técnico do Xavantes, entrou em campo com dez minutos para o término da peleja. O time de nome indígena ganhou do time de nome italiano por 2 a 0.

12 de julho de 2007

O que com fanta?

O barbitúrico é um potente e hipnótico sedativo usado, na maioria dos casos, para combater a insônia.

Americanos consomem 400 mil quilos/ano deste inebriante e psicodélico remédio. Mas isto é só um fato escroto. Não poderíamos nos lixar menos. Neste ciberespaço só queremos escrever textos.

O nome Barbitúrico com Fanta provém da interessante probabilidade de os contribuidores estarem sob seu efeito enquanto escrevem, ou de que os leitores leiam sob efeito dele ou ainda de que o blog em si seja um substituto à altura em se tratando da alteração da percepção da realidade.

Os hereges usam a Fanta sabor Uva-Light para atingir um grau muito superior de reações psicóticas. Nós puristas utilizamos como agente ativo a Fanta Laranja, porque o gosto é melhor.

Se o blog não atingir os efeitos desejados, indicamos ácido pantotênico e 2 gramas de inositol. Se o blog tiver efeito contrário ao proposto e você leitor começar a sofrer de insônia, a solução pode ser encontrada na colina, vitaminas B1, B6 e B12, niacina, cálcio, magnésio, zinco e L-triptofano.

Caso você esteja realmente considerando seguir nossas recomendações, parabéns!
Você já está sob efeito do Barbitúrico com Fanta.


Este blog segue políticas carbon-free através do plantio de árvores via ClickArvore!
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